Mas sempre insistimos em descrever algo pelo que ouvimos dizer dele.
Para onde olho é só o que vejo,
Tudo muito diferente do que se diz,
Tudo tão exatamente é como disseram ser...
Quando falam, o que escuto?
A imaginação é fértil, posso não estar ouvindo o que realmente está sendo dito.
As figuras em minha mente são formadas com base naquilo que já conheço, no que os meus olhos já viram.
A idéia de quem viu não se compara com a de quem ouviu.
A idéia de quem viu não se compara com a de quem ouviu.
Eu ouvi dizer, então agora já sei o que é.
Sei, e sei muito, muito do que me contaram, nada além das palavras pronunciadas.
Quem fala pode também não ter visto, apenas ter repetido as palavras que ouviu.
Mas, então, como acreditar?
As palavras se perdem a cada vez que uma mesma história é contada.
A melhor opção agora é ver para crer que o que se contou foi verdadeiro.
Será?
Meu conceito ou preconceito pode mudar o que vejo, transformando o que é, para aquilo que quero que seja.
As coisas não são mais como eram antes, muitas mudanças aconteceram.
Mas, a idéia que tenho do antes nunca me permitirá aproximar a realidade que encontrei ao ver.
Tudo poderá está destruído quando minha mente apenas conseguiu imaginar alguns arranhões.
Tudo pode ter sido transformado ou reformado, quando apenas imaginei uma nova pintura nas paredes.
O que se vê é apenas o que se quiz mostrar.
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Elínis Lima
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